Relatório do governo aponta explosão de focos de calor e desmatamento na Amazônia, enquanto Pantanal tem queda nas queimadas, mas segue vulnerável.

Entre os meses de agosto de 2024 e junho de 2025, a Amazônia enfrentou um cenário crítico: a área de floresta sob alerta de desmatamento subiu 8,4%, atingindo 3.959 km², e os focos de calor cresceram 245,7%, conforme o sistema Deter do Inpe.
A situação se agravou em maio, quando o crescimento dos incêndios chegou a 92%, refletem o impacto da forte seca que seca que afetou a região — e com consequências devastadoras para áreas de vegetação nativa. Esse tipo de desmate, fruto da estruturação de incêndios em florestas primárias, representa uma mudança de paradigma no padrão climático e ambiental do Brasil.
Pantanal e Cerrado: recuo mas fragilidade
Enquanto isso, o Pantanal apresentou uma queda drástica no primeiro semestre de 2025: a área queimada encolheu 97,8%, passando de 607.900 ha para apenas 13.400 ha, e os focos de calor reduziram 97,6% — resultado de intensa ação governamental e condições menos severas no inverno deste ano.
O Cerrado também teve recuos expressivos: redução de 65,8% nas áreas queimadas e queda de 47% nos focos, reforçando que houve uma melhoria regional em comparação ao ano anterior. Ainda assim, o histórico recente de seca coloca os biomas em alerta contínuo, exigindo adicional vigilância na próxima temporada de seca.
Respostas e desafios do governo
Em resposta à crise, o governo federal investiu pesadamente em combate aos incêndios:
- Contratação de 4.385 brigadistas em 2025, o maior contingente da história, aumento de 26% em relação a 2024.
- Aprovou R$ 850 milhões do Fundo Amazônia e R$ 785 milhões para Municípios da Amazônia Legal visando ações de prevenção e controle.
- Implementou a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, fortalecendo a atuação coordenada entre União, estados, municípios e sociedade civil.
Apesar dos resultados positivos nos indicadores de redução, especialistas alertam que o aumento elevado do desmatamento e dos incêndios na Amazônia revela uma nova vulnerabilidade climática e social que pode se agravar à medida que se aproxima a COP30, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, prevista para novembro em Belém.






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